A avaliação popular da gestão do prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB), está, segundo ele mesmo, mostrando “uma aceitação crescente e gradativa em todas as faixas, principalmente na classe C”.
Alan Cosme/HiperNoticias

Prefeito Emanuel Pinheiro
Em entrevista ao HiperNotícias, no início da tarde dessa sexta-feira (12), o prefeito rebateu índice da KGM Pesquisas, divulgado há 15 dias, que apontou rejeição de 58% de sua gestão.
“Eu tenho várias internas lá, que mostram exatamente o contrário. A cada quatro meses uma quali e uma quanti [qualitativa e quantitativa] que mostram essa aceitação”, salientou.
Questionado se essas pesquisas internas são feitas pelo Mark Instituto, cujo dono é Marco Polo Pinheiro, o Popó, irmão do prefeito, Emanuel respondeu que “também, esse é um deles, eu faço com três diferentes , até porque a pesquisa é interna, não faço para publicar, então é Mark e mais dois”.
Emanuel admite que as pesquisas que medem a opinião pública sobre sua gestão terão peso, contudo, na sua decisão de ser ou não ser candidato à reeleição.
Mais do que isso, Emanuel foi mais profundo, ao se referir ao seu futuro político. Antes, em menos de uma semana, ele havia afirmado que, para atender a um pedido da esposa dele, Márcia Pinheiro, ele não disputará a reeleição. Nessa tarde de sexta, um Emanuel mudado, direto da tribuna da Assembleia Legislativa, durante evento comemorativo aos 300 anos de Cuiabá, usava um outro discurso: “Se houver o aval de Deus, eu serei candidato. Sou temente a Deus, sou cristão e como foi na eleição passada, eu queria disputar a presidência da Assembleia e virei prefeito de Cuiabá. Não há nada que se realize sem a vontade Dele, ou seja, Ele avalizando e se for o destino, eu serei candidato à reeleição”, declarou.
Questionado se a primeira dama temia a candidatura à reeleição, em função do “Escândalo do Paletó”, o prefeito alegou que Márcia Pinheiro realmente não quer que o marido se submeta a uma nova candidatura, mas por outras razões, tal como já teria ocorrido na disputa para prefeito.
Quanto ao episódio do paletó, como fator impeditivo para uma nova disputa ao Palácio Alencastro, Emanuel argumentou que está preparado para todo tipo de injúria, calúnia e difamação.
“Vamos provar lá na frente. Em política, infelizmente você é condenado pelo fato, você não é condenado no processo. Então, com muita serenidade e muita fé em Deus, nós vamos provar o que eu já venho falando, que não tenho nada a ver com isso. Isso já foi explorado, mais do que já bateram em mim, mais do que já me violentaram, já inventaram e já mentiram, eu tô acima de tudo isso, não me afeta e eu vou mostrar isso no processo”, frisou.
Delação
Nos bastidores, são fortes os rumores de que o ex-secretário de Saúde do município, Huark Douglas, preso na Operação Sangria, estaria negociando uma delação premiada, onde poderia comprometer o prefeito. Huark é acusado pela Polícia Civil de pertencer a uma organização criminosa que fraudava licitações no setor da Saúde Pública, grupo esse, no qual qual Emanuel exerceria papel de líder.
“Delate. Eu quero que delate e prove. Principalmente prove”, respondeu o prefeito, visivelmente irritado, criticando a imprensa por estar, segundo ele, tentando envolvê-lo nas denúncias.
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