Emanuel diz que liberou toda sua base e nega disputar reeleição em 2020



Com aproximação do processo eleitoral de 2020, o prefeito de Cuiabá Emanuel Pinheiro (MDB) afirmou nesta segunda-feira (22) que liberou toda a sua base política para que façam articulações visando a eleição para o novo chefe do Executivo e de vereadores. A declaração foi dada durante o lançamento de uma campanha de vacinação, com a presença do ministro da Saúde, Luiz Henrique Mandetta (DEM).

De acordo com Emanuel, é provável que ele não enfrente à reeleição. “O calendário eleitoral é 2020. Eu não discuto eleição agora. A tendência é muito maior que eu não seja candidato. Tanto é que eu já liberei toda minha base. Quem quiser construir candidatura, pode construir. Eu sou candidato a cumprir meu compromisso com Cuiabá”, disse ele.  

No entanto, há cerca de 30 dias, Emanuel afirmou à imprensa que tem sido cortejado por outras legendas.  O emedebista se reuniu com, no mínimo, quatro partidos políticos, o Partido da República (PR), sua ex-agremiação, o Partido Republicano Brasileiro (PRB), o Podemos e o Partido Progressista (PP). Liderados pelo cacique Carlos Bezerra, a sigla tem reafirmado à imprensa que o nome de Emanuel é consenso. 

Vale lembrar que Emanuel busca descolar dele o escândalo que envolveu seu nome na delação premiada do ex-governador Silval Barbosa. Depois da matéria exibida em agosto de 2017, no programa Fantástico, da Rede Globo, vários deputados de Mato Grosso foram filmados recebendo 'mensalinho' do ex-governador. Parlamentares, dentre eles Pinheiro e o próprio presidente do PP, Ezequiel Fonseca, foram filmados pelo ex-chefe de gabinete, Sílvio Cesar Correa, recebendo os maços de dinheiro. 

As imagens fazem parte da delação de Silval, classificada como “monstruosa” pelo ministro Luiz Fux, do Supremo Tribunal federal (STF), e foram exibidas em rede nacional, no mês de agosto. Entre os flagrados estão, Emanuel Pinheiro [à época deputado] e os ex-deputados Luciane Bezerra (PSB), Ezequiel Fonseca (PP), José Domingos Fraga (PSD), Hermínio Barreto, conhecido como J. Barreto, Alexandre César (PT), Antônio Azambuja (PP), Airton Português (PSD), e a irmã, Vanice Marques, Baiano Filho (PSDB) e Gilmar Fabris (PSD).

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