
Alegando resquícios de campanhas eleitorais passadas na qual foi vítima de ataques pessoais, o prefeito de Cuiabá, Mauro Mendes (PSB) admitiu que tem dificuldades em apoiar a candidatura do deputado estadual Wilson Santos (PSDB) a Prefeitura de Cuiabá. A declaração foi dada durante entrevista ao programa “Livre”, exibido pela TV Cidade Verde (Rede Bandeirantes) na terça-feira apresentado pelo renomado jornalista Augusto Nunes.
Mendes foi questionado a respeito de participar de um evento político no Hotel Fazenda e não citar nominalmente Wilson Santos, embora tenha pregado respeito a aliança PSDB-PSB que tem o vereador Leonardo de Oliveira como candidato a vice-prefeito. “Eu tenho que reconhecer que a política é feita com determinados valores que eu repudio. Eu não aprovo ataque à honra, dignidade, e família. O candidato é o responsável pela campanha que toca. Em 2008, quando disputei a eleição, a campanha adversária feriu a dignidade da minha esposa e da minha família. Isso deixou sequelas, mas estou honrando o compromisso partidário”, disse.
Em 2008, quando se lançou na política após desligar-se provisoriamente da Fiemt (Federação das Indústrias do Estado de Mato Grosso) para concorrer a Prefeitura de Cuiabá pelo Partido da República, Mauro Mendes tinha como principal adversário Wilson Santos (PSDB), que disputava a reeleição. Naquela época, panfletos e jornais apócrifos circularam em Cuiabá atribuindo a Mauro Mendes relacionamentos extraconjugais e participação em atividades ilícitas que jamais foram comprovadas.
Questionado se poderia mudar de posição e ter uma postura mais incisiva no segundo turno, Mendes disse que as pesquisas não sinalizam claramente qual dos três candidatos melhor pontuado pode chegar ao segundo turno, o que levaria a necessidade de avaliação. “Vamos aguardar o desenrolar dos fatos. As pesquisas não permitem afirmar quais dos três candidatos estarão no segundo turno. Poderemos avaliar novamente nossa posição”, revelou.
OPERAÇÃO ARARATH
O prefeito detalhou ainda que sua desistência de concorrer a reeleição foi motivada pela crise financeira das suas empresas, o Grupo Bipar, que está em recuperação judicial por conta de problemas gerados pela sua participação na política. “Em 2014, fui acusado injustamente de irregularidades na Operação Ararath. Fizeram uma busca e apreensão na minha casa e depois disso nunca me chamaram para prestar depoimento. Essa exposição negativa trouxe sérios problemas para captar crédito junto aos bancos”, desabafou.
Mendes ainda atribuiu sua saída da política a questões familiares como a necessidade de dar mais atenção a sua esposa, a primeira dama Virginia Mendes, e a sua filha de apenas dois anos bem como aos filhos que estão fora de Mato Grosso para concluir estudos. Ainda assim, admitiu que trabalhou até o último minuto para ser candidato à reeleição, o que levou a anunciar sua desistência somente no último dia autorizado pela legislação eleitoral para realização da convenção partidária. “Eu buscava continuar como candidato e até o último minuto trabalhei pelas condições disso, mas não prosperou. Nenhum homem pode colocar a família em segundo plano. Quem sabe, numa outra oportunidade, posso retornar a vida pública”, completou.
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